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SEM PRECIPITAÇÃO...

SEM PRECIPITAÇÃO...

Seja lá o que tenha provocado a destruição do porto flutuante e dos equipamentos de embarque de minério, em Santana, que estavam sob a responsabilidade da empresa transnacional Anglo América, o fato precisa ser detalhadamente explicado.

 

Afinal de contas não foram só os prejuízos materiais e comerciais, o episódio resultou em morte de trabalhadores e, dessa forma, saiu da esfera comercial e administrativa e invadiu a esfera social.

 

Pelo menos seis famílias perderam seus suportes e agora, além de chorarem a perda de entes queridos, também ficam, por algum tempo, procurando encontrar o rumo da vida, a procurar meios para minimizar as consequências do fato.

 

Laudos técnicos de inspeção, vistoria e levantamento, que possam informar sobre a situação da infraestrutura, qualidade dos meios de medida e as regras de precauções para uso do local, referente à sobrecarga na área, consideração a movimentação de veículos pesados e o conhecimento do subsolo que servia de suporte para todo o projeto, precisam vir ao conhecimento de todos, como forma de respeito à comunidade e compromisso com todos.

 

O porto flutuante e a área do pátio já completaram 50 anos de uso e foram construídos pela ICOMI, obedecendo a um projeto que pedia inspeções continuadas, para avaliar as condições estruturais do próprio porto e da área de manobra.

 

A natureza tem seus segredos e cabe ao homem descobri-los para evitar os casos fortuitos, em nome da segurança dos investimentos e das pessoas.

 

Sabemos que ainda é cedo para se tirar conclusões. E, qualquer impressão que se tire agora, de forma apressada, pode se constituir em uma conclusão precipitada, muito embora, a população, especialmente a das proximidades do projeto, esteja ansiosa a espera de um indicativo que possa tranquilizar a todos.

 

O imaginário das pessoas, dirigentes da empresa e das autoridades que têm a incumbência de tratar do assunto, está solto, querendo formatar respostas, que precisam ser dadas a todas as perguntas, inclusive aquelas referentes ao futuro do projeto.

 

São muitos empregos que estão com a certeza fragilizada. São muitos investimentos que estão interrompidos, projetos que cessaram e, certamente, tudo isso pode influenciar na economia do Estado e no equilíbrio social, que dependia das ações de uma empresa do porte da ‘Anglo’.

 

Tomara que as medidas tomadas não prejudiquem ainda mais os empregados, a empresa, os municípios da área de influência e, de resto, todo o Estado do Amapá.

 

Por Josiel Alcolumbre


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