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Pronto Atendimento Infantil absorve cerca de 80% das demandas da Atenção Primária

Agência Amapá

 

O Pronto Atendimento Infantil (PAI), anexo do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), enfrenta sérios problemas de superlotação em seu atendimento de urgência e emergência. Segundo a diretora do hospital, Ana Cláudia Lobo da Silva, pelo menos 80% da demanda atendida na casa de saúde é de responsabilidade da atenção básica.

 

Devido ao intenso fluxo diário de atendimento, a unidade adotou o acolhimento com classificação de risco priorizando os casos mais graves, conforme preconiza o Ministério da Saúde (MS).

 

Segundo a diretora do HCA/PAI, a prioridade é para as crianças com quadro grave, seguida dos casos de média gravidade e das consultas médicas. A última deveria ser garantida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS's) e Postos de Saúde.

 

Embora a superlotação com atendimento médio de 300 a 400 crianças por dia, a diretora ressalta que o serviço oferece consulta médica, medicação, exames médicos e assistência social. Neste período sazonal, o PAI contabiliza mais de 8 mil atendimentos por mês. A maioria com sintomas de gripe, diarreia e viroses. Os casos de internação são de crianças com o quadro já agravado de pneumonia, meningite ou outras patologias graves.

 

"Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde se desdobram para garantir atendimento e acolhimento a todas as nossas crianças", frisou Ana Cláudia Lobo.

 

A diretora reforçou que mesmo com as dificuldades, o hospital tem sido a principal referência em urgência e emergência no Estado. Para ela, com o atendimento da Atenção Primária comprometido com a maioria das 23 unidades de saúde de Macapá fechadas, a superlotação no PAI é inevitável.

 

Ana Cláudia Lobo diz que, mesmo com a demora no atendimento, em relatos as mães e acompanhantes das crianças atendidas no PAI garantem que não adianta recorrer às UBS's ou Postos de Saúde que seus filhos não terão atendimento assegurado.

 

Segundo a diretora, o PAI foi construído em 2001, época em que a população do Estado não chegava a 400 mil habitantes. Hoje, a população da capital chega a quase 450 mil habitantes. Desde a inauguração do PAI até hoje, o único investimento efetivo em obras foi a revitalização feita pelo atual governo, melhorando o acolhimento e o atendimento às crianças atendidas na casa de saúde.

 

Nesta quarta-feira, 22, a secretária de Estado da Saúde, Olinda Araújo, voltou a reunir-se com os gestores da saúde municipal de Macapá com o objetivo de avançar nos encaminhamentos que preveem investimento do Estado dentro das UBS's. O Estado se propõe a instalar Raios-X móvel com reveladora e um técnico para operar o equipamento em três UBS's: Marabaixo, Lélio Silva e Perpétuo Socorro.

 

Edy Wilson Silva/Sesa


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