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O trânsito do futuro começa hoje

O trânsito do futuro começa hoje

Desde a invenção da roda até os dias de hoje, convivemos com acidentes causados por condutores de diversos meios de transporte. Evoluímos no aperfeiçoamento constante dos veículos, mas os acidentes continuam ocorrendo, pois o volante, assim como no passado as rédeas, continua sendo responsabilidade do motorista (o antigo cocheiro)

 

De acordo com o programa SOS Estradas[i], 90% dos acidentes são provocados por falha humana. O Estadão.com noticiou, em 2009, que o Brasil era o 5º país do mundo onde há mais mortes no trânsito. Em 2007 foram 35.100[ii]. O país gasta anualmente R$ 35 bilhões com todo o mecanismo que envolve os acidentes de trânsito[iii]. Diante da vultosidade destes números, fica evidenciada a relevância e a urgência da implementação da idéia ora exposta.

 

Toda a tecnologia básica já foi desenvolvida: super computadores, celulares, robótica, veículos, sistemas de automação etc. Para citar apenas dois exemplos: o Google já desenvolveu um veículo (Toyota Prius) que anda sem motorista e a Volvo já desenvolveu um detector de pedestre, o Pedestrian Detection, para o seu modelo S60[iv]. Diante destes exemplos, torna-se clara que basta apenas a sua integração planejada e coordenada.

 

Já dispomos de diversos sistemas de comunicação veiculares como, por exemplo, o GPS e o On Call da Volvo, capaz até de corrigir eventuais falhas do veículo, via satélite[v]. Temos carros rodando nas ruas, com quase todas as características necessárias, faltando apenas o Sistema Independente de Condução (SIC), descrito no item abaixo.

 

Descrição do Projeto

O veículo dotado de um Sistema Independente de Condução (SIC) controlaria todo o seu percurso, sem a necessidade de interação do condutor. O veículo não teria câmbio, pedais ou volante, mas apenas um computador de bordo, semelhante aos já existentes, com comunicação direta e constante com a Central de Controle de Tráfego (CCT). Esta comunicação pode ser via celular do motorista, satélite ou um sistema de transmissão de dados dedicado incorporado no próprio computador de bordo. Neste projeto adotaremos a premissa de utilização do celular do motorista, agregando assim os interesses e possíveis patrocínios das operadoras de celulares.

 

Ao acoplar o seu celular no SIC o motorista informará o seu destino. Os computadores da CCT calcularão o melhor trajeto evitando congestionamentos, passeatas, vias em obras etc, e informará o tempo do percurso. O veículo se deslocará automaticamente sem qualquer interferência do motorista. Caso ocorra a necessidade de alteração do percurso durante o trajeto, o motorista informará o seu novo destino que será imediatamente modificado. Caso o destino não seja uma vaga privativa, o computador de bordo informaria as vagas mais próximas disponíveis.

 

O trajeto dos ônibus e a sua quantidade circulando variarão de acordo com a demanda dos passageiros. Cada ponto de ônibus terá um terminal onde o passageiro informará o seu destino e será informado do tempo total para chegada do ônibus e para sua chegada ao local selecionado. O terminal informará ao passageiro um número, que será mostrado no display dos ônibus e anunciado automaticamente por um alto-falante externo. Embarcarão em cada ônibus os passageiros cujos números foram anunciados, sendo o percurso realizado pelo veículo ideal para transportar o maior número de passageiros no menor percurso e tempo possíveis. Este sistema poderá ser instalado por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre secretarias municipais de transporte e empresas de ônibus, tendo em vista as vantagens advindas da sua instalação tanto para os passageiros, mas principalmente para as empresas que lograrão grandes economias.

 

Os veículos seriam elétricos, alugados pelos seus fabricantes e com versões a partir de um passageiro. Para detalhes sobre as características dos veículos e as vantagens da locação ao invés da venda, consultar Capitalismo Natural[vi].

 

Por estar sendo apresentada como uma idéia, não foi elaborado o seu projeto executivo que permitirá o levantamento dos custos. Mas já é empiricamente possível afirmar que comparado seu custo aos bilhões gastos todos os anos com as vítimas e acidentes no trânsito, ela tornar-se-á exeqüível. Apesar do Judiciário, quando provocado, ser obrigado a estipular o valor de indenizações, a moral comum define que uma vida tem valor inestimável. Assim sendo, sua implantação passa a ser inquestionável em face do valor das vidas envolvidas.

FAQ

 

  • P1) E se o motorista passar mal durante o percurso?

 

R1) Ele acionará o botão de emergência que conduzirá o veículo para o hospital mais próximo.

 

  • P2) Qual será o destino dos ciclomotores e da frota já existente?

 

R2) Os ciclomotores serão substituídos pelos veículos horizontais, de 1 ou 2 lugares, proporcionando vantagens aos seus condutores como: proteção em dias de chuva e mais segurança em caso de acidentes. A frota existente será gradualmente substituída conforme descrito no item FORMA DE EXECUÇÃO.

 

  • P3) Como trafegarão os demais meios de transporte (bicicletas, walkmachines, patins etc)?

 

R3) Com a otimização do fluxo será possível a destinação de faixas exclusivas para estes meios de transporte.

 

  • P4) E se o celular descarregar ou a transmissão falhar?

 

R4) O celular estará conectado no acendedor de cigarros sendo constantemente carregado. Ao definir o destino o computador de bordo calculará se a energia armazenada no veículo é suficiente para o percurso. Caso não seja, o carro indicará a necessidade de recarga. Se o condutor não puder carregá-lo naquele momento o veículo parará automaticamente no primeiro posto de reabastecimento do percurso.

 

Quanto à comunicação, deverão existir sistemas duplicados de transmissão que serão automaticamente acionados nos casos de falhas.

 

  • P5) As pessoas não seriam proprietárias dos veículos?

 

R5) Conforme explicado no livro Capitalismo Natural os veículos seriam alugados pelas concessionárias e os fabricantes arcariam com todas as responsabilidades (manutenção, up-grades tecnológicos, retirada de circulação) restando ao motorista apenas o prazer de usufruir do “seu” veículo.

 

Objetivos

Principal

Reduzir a zero os acidentes causados pelo condutor. A condução do veículo seria automatizada e controlada pela CCT.

 

Resultados Secundários Esperados

1º) Extinção das infrações originadas pelo modo de condução (excesso de velocidade, passagem com o sinal vermelho, estacionamento proibido etc.). Como não haverá interferência do condutor durante o percurso não será possível o cometimento de infrações.

 

2º) Eliminação dos engarrafamentos por fluxo excessivo ocorrendo apenas os congestionamentos ocasionados por queda de árvores e postes, desabamentos na via, enchentes etc.. Todo o fluxo e percurso serão controlados pela CCT.

 

3º) Aumento da velocidade e redução do tempo de deslocamento. A fluidez do trânsito e a redução dos acidentes permitirá significativas melhoras no tráfego.

 

4º) Otimização dos trajetos dos ônibus. Os trajetos dos ônibus serão instantaneamente alterados de acordo com a demanda também controlada pela CCT.

 

5º) Controle instantâneo do tráfego. A CCT poderá fazer qualquer tipo de alteração do tráfego instantaneamente.

 

6º) Criação de um banco de dados com informações instantâneas sobre todos os veículos. As informações transmitidas ao CCT permitirão a criação de diversos bancos de dados sobre o transito.

 

7º) Redução da criminalidade. A CCT poderá redirecionar um veículo que esteja sendo utilizado por criminosos diretamente para uma delegacia.

 

8º) Disponibilização de mais tempo livre para os motoristas. Os condutores poderão realizar qualquer atividade durante o percurso.

 

9º) Possibilidade de retirada imediata de circulação de veículos velhos, com defeito, com infrações, com débitos ou arrestados. A CCT poderá enviar os veículos para qualquer lugar tais como pátios de delegacias, fabricantes.

 

10º) Redução do tempo de deslocamento em casos de emergências (polícia, bombeiros, ambulâncias, prestação de socorro etc.). A CCT poderá liberar qualquer pista instantaneamente.

 

11º) Extinção da poluição automotiva do ar.

 

12º) Identificação imediata de alterações da condição das vias (carros quebrados, atropelamentos, buracos, objetos na via etc) graças a comunicação entre o condutor e a CCT.

 

Forma de Execução

 

As fases abaixo se referem à implantação em um único município como projeto piloto

 

1ª Etapa

Os veículos serão Dual Logic (DL): como os atuais (manuais), mas com o SIC já instalado (automáticos). O órgão de controle do trânsito reservaria, gradativamente, faixas exclusivas nas principais vias para estes veículos. Ao entrarem nestas faixas o sistema manual seria bloqueado e o SIC ativado automaticamente.

 

Por se deslocarem mais rapidamente devido às faixas exclusivas, despertarão o interesse dos compradores além dos subsídios para sua aquisição concedidos pelo governo a exemplo do que ocorre atualmente nos E.U.A..

 

Para evitar a entrada nas vias urbanas de veículos em trânsito para outras cidades seriam construídas pistas exclusivas ligadas às estradas federais e estaduais, como o Rodoanel de São Paulo.

 

2ª Etapa

Quando, aproximadamente, metade da frota já houver sido substituída, as vias secundárias também seriam gradativamente reservadas para o tráfego dos veículos DL. Os veículos manuais teriam sua circulação restringida forçando a sua substituição. Os sistemas de transporte coletivo seriam ampliados para completar o percurso daqueles que ainda possuem veículos manuais. Os terminais e estações teriam seus estacionamentos ampliados para atender estes novos usuários.

 

3ª Etapa

Quando a maior parte da frota for DL, os veículos manuais restantes seriam retirados de circulação.

 

O tráfego de veículos manuais oriundos de outros municípios, que estivessem de passagem, não adentraria na cidade tendo que contorná-la pelo Rodoanel. Haverá Centrais de Logística (CL) nas entradas e saídas do município compostas de estacionamentos, locadoras de carros DLs e transportadoras de cargas. Assim, os visitantes e as mercadorias transportados em veículos manuais poderão entrar na cidade.

 

4ª Etapa

Quando toda a frota for DL, sua fabricação será interrompida e eles serão gradativamente substituídos pelos SIC.

 

Referências

[i] SOS ESTRADAS. Disponível em: <https://www.estradas.com.br/sosestradas/estudos/sos_estudos_acidentes.asp>, Acessado em 08/12/10.

[ii] ESTADÃO.COM. Disponível em: <https://www.estadao.com.br/noticias/cidades,brasil-e-o-5-pais-do-mundo-onde-ha-mais-mortes-no-transito,388354,0.htm%20em%2022/06/09>, Acessado em: 12/12/10.

[iii] ACESSE PIAUÍ. Disponível em: <https://www.acessepiaui.com.br/politica/acidentes-de-tr-nsito-geram-custo-de-r-35-bilh-es/16901.html>, Acessado em 12/12/10.

[iv] VEJA. Recife: Ed. World Color, n. 2197, 29 de dez. de 2010, p. 221 e 222.

[v] VEJA. Recife: Ed. World Color, n. 2195, 15 de dez. de 2010, p. 72.

[vi] HAWKEN, Paul et al. Capitalismo Natural. Tradução: Luiz A. de Araújo e Maria Luiza Felizardo. 1º ed. São Paulo: Cultrix, 2007.

 

Fonte: Administradores


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