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No ano da Copa, trânsito de SP custará R$ 50 bilhões

 

Por Maria Carolina De Ré

 

Se os investimentos em transporte público e o planejamento de soluções viárias alternativas se mantiverem como estão, em 2014, ano em que a Copa do Mundo acontece no Brasil, o trânsito da cidade de São Paulo deve causar uma perda financeira de cerca de R$ 50 bilhões.

 

A estimativa é de Marcos Cintra, vice-diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que desenvolveu algumas fórmulas para provar que além de aborrecer moradores e turistas, o tempo que se perde parado nas avenidas também diminui a competitividade da cidade.

 

"Ficar horas e horas dentro de um carro ou de um ônibus encarece o preços dos produtos, estimula o desperdício de combustível, aumenta a poluição e, claro, diminui o tempo de lazer e a paciência dos paulistanos", disse o especialista.

 

A última análise formulada por Cintra e a equipe que coordena na FGV computou os índices de trânsito divulgados pela CET para mostrar que em 2012 a perda financeira em São Paulo chegou a R$ 40 bilhões. Sem projetos mais incisivos, este custo deve crescer 20% ao ano, ficando em cerca de R$ 50 bilhões em 2014.

 

"Só no item que mede o quanto as pessoas deixaram de ganhar com o trânsito, percebemos uma perda de R$ 30 bilhões no ano passado", afirmou Cintra. "Além disso, o trânsito da capital impôs um custo adicional de cerca de R$ 5,5 bilhões em gasolina, já que os carros parados consumiram mais combustível. Tivemos ainda o encarecimento do frete, que ficou em média perto de R$ 4,1 bilhões. Esse dinheiro, claro, foi revertido no preço dos produtos". Segundo o estudo, o governo gastou em 2012, aproximadamente R$ 700 milhões para tratar pessoas afetadas pela poluição intensa produzida pelo trânsito.

 

As péssimas condições de trânsito da capital paulista têm reflexos em toda a economia nacional. Mais rica cidade do Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Economia) São Paulo é responsável por 11,7% do PIB nacional. De acordo com a FecomércioSP, se São Paulo fosse uma nação, seria a 36ª mais rica do mundo.

 

Luz no fim do túnel

Se o cenário é trágico, a boa notícia é que ele pode ser reversível. Cintra não acredita em fórmulas "mágicas", mas elencou duas soluções que podem, paulatinamente, recuperar o prejuízo acumulado no caos do trânsito: investimentos em metrô e mudança na organização da malha viária da cidade.

 

"Investimento em transporte coletivo é básico. Hoje o Brasil investe pouco em metrô. Para sanar o problema, no ritmo que o governo atua, vai demorar 20 anos para as condições melhorarem. As parcerias público-privadas, como as que estão sendo acertadas em outras áreas de infraestrutura poderiam acelerar o processo. Só não podemos nos iludir muito porque vemos que com ou sem metrô, o número de carros tende a aumentar".

 

 

Fonte: elEconomista


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