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MAIS UMA SEMANA...

MAIS UMA SEMANA...

Mais uma semana está terminando sem que o sofrimento dos familiares dos trabalhadores desaparecidos, funcionários da multinacional Anglo American, que foram vítimas do desabamento do porto de embarque de minério, em Santana, seja, pelo menos, amenizado.

A cada dia se confirma que a empresa, logo depois do episódio, contava com o imponderável, mesmo sendo inesperado para aqueles dirigentes empresariais tanto quanto a queda das ribanceiras do rio que sustentavam o cais flutuante do porto.

Os funcionários desaparecidos continuam desaparecidos; as famílias que estavam sofrendo, continuam sofrendo; a incerteza deles se confirma a cada amanhecer, pois, não se percebe qualquer medida que possa devolver a confiança na empresa e nos seus dirigentes, que possa animar àqueles que, com fé, continuam às proximidades de onde aconteceu o desastre, a espera de um milagre.

A empresa insiste nas promessas, insiste em questões prováveis, mas não toma as providências que precisam ser tomadas, para, pelo menos, confortar os familiares dos desaparecidos, que acreditam estar sob os escombros compostos por minério, ferragem, terra e muita água.

O cenário é de completa desilusão.

Ninguém acredita em ninguém e em nada. Afinal de contas já foram feitas tantas promessas, ditas tantas coisas, que contribuíram para a formação do sentimento que toma conta de todos – desamparo total e inépcia formal.

Não é possível que, mesmo com todo o avanço tecnológico disponível, ainda se alegue situações primárias, como elementos impeditivos justificados pela cor da água, na profundidade do local e nas dificuldades de acessar os pontos onde a autoridade dos bombeiros militares e dirigentes da empresa, disseram que poderiam estar os corpos dos funcionários desaparecidos.

Alguns estão apostando no esquecimento popular para desvencilhar-se das suas próprias responsabilidades, supondo que, com o passar do tempo, o povo, as autoridades e a imprensa deixarão de tratar do assunto e, nesse momento, tendo apenas os familiares dos desaparecidos pela frente, partir para tratar a questão como se fosse obra do acaso.

Comportamento que não combina com uma empresa que se autonomeia zelosa com as pessoas que viviam ao seu redor, fosse pela proximidade funcional, fosse pela responsabilidade social.

O que se apura, frustra todos os que acreditavam nisso.

 

Por Josiel Alcolumbre


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