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Comemoração moderada

Seja dia de São Valentino ou véspera da comemoração de Santo Antônio, casais se mostram apaixonados, mas com reservas quanto aos abusos do comércio

 

Por Katiúscia Pessoni

 

ODia dos Namorados gera sentimentos diversos nas pessoas. Quem está namorando geralmente gosta. Compra presentes, sai para jantar ou comemora de qualquer outra maneira agradável. Mas nem sempre os planos saem da forma planejada, muitos locais acabam ficando lotados e mais caro por conta da data comemorativa, e se o casal não fizer reservas, ou outro tipo de planejamento antes, o dia pode acabar com um macarrão instantâneo feito para dois dentro de casa.

 

A data também pode ser lembrada como dia de São Valentim, outro momento especial e comemorativo no qual se celebra a união amorosa entre casais. Sendo comum a troca de cartões e presentes como simbolismo da comemoração. Em Portugal, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de fevereiro. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, também conhecido pela fama de casamenteiro.

 

Para a biomédica Katriny Corte, a data serve para unir mais os casais, pois é quando ficam mais sentimentais e emotivos. "Não vejo como uma data simplesmente para presentear em termos materiais, mas sim uma questão de sentimentos que é quando ficam mais aflorados, mais fáceis de serem ditos. Fato que no dia a dia com a correria, dificilmente acontece, e ajuda a sair da rotina também", acredita.

 

O problema é que, segundo a biomédica, o Dia dos Namorados acaba movimentando muito o comércio em geral, entre bares, restaurantes, cinemas... Ela prefere fazer um programa em casa para não passar raiva no dia por conta dos lugares lotados.

 

Em relação aos presentes, ela se preocupa mais em dar do que receber, mas quando ganha é sempre bem-vindo. "Também procuro saber o que ele quer ganhar para não ter perigo de errar ou ele não gostar".

 

Quanto à comemoração da data em casa, Katriny acaba ficando de mãos atadas, pois acredita ser complicado fazer alguma coisa só para ambos, já que moram com os pais. "Acaba ficando sem graça preparar algo mais intenso", lamenta.

 

A biomédica já soma um namoro de três anos e procura ser o mais parceira possível de Hugo Leonardo. "Preparar um jantar, flores, mensagens, enfeitar um lugar se possível, comprar uma roupinha mais sensual ou até realizar fantasias são coisas que se pode fazer no dia. Mas tudo tem que ser feito com amor, carinho e sinceridade".

 

Sobre o namorado, ela conta que ele faz parte de sua vida, completando-a e a fazendo feliz cada dia mais. "Espero que seja para ele tudo que ele tem sido para mim, meu amor amigo, companheiro sempre", se derrete.

 

Comemorando todos os dias

 

O economiário Bruno Leonardo da Fonseca considera a data uma comemoração meio fútil e comercial, pois acredita que demonstrar carinho com a namorada (o) tem que ser todos os dias. "Dar presentes, flores, levar para jantar em bons restaurantes deve ser algo constante", acredita.

 

Bruno também não sairá para comemorar o Dia dos Namorados fora por achar um absurdo o que fazem neste dia. "Não vou sair, porque muitas vezes triplicam os preços neste dia. E também porque comemoro um ano de namoro quatro dias depois, daí preferimos celebrar de forma mais especial este ano, pois é um dia só meu e dela. Algo mais especial e não genérico".

 

Outro fator que o economiário difere dos demais é que não costuma comprar algo em especial no dia. "Gosto de presentear sempre, não só porque é Dia dos Namorados. A relação deve ser apimentada todos os dias", conta ele, que prefere dar presentes do que ganhar e ainda relata que qualquer lembrancinha já o satisfaz.

 

Com quase um ano de namoro com Denize, Bruno sugeriu para os amigos ver um filme romântico com um passeio em algum parque depois. "Como não tem mais reservas na maioria dos locais, então o melhor programa são coisas mais casuais".

 

Feliz e realizado

 

O vendedor Thiago Machado namora Nara Rúbia há mais de um ano e considera o Dia dos Namorados uma data extra para se lembrar com mais carinho da pessoa. "Um dia para reconhecer minha parceira, companheira, amiga, confidente, amante, já que o relacionamento é construído a cada momento", relata.

 

O fator que fará Thiago não comemorar o dia é pela data ter caído em uma quarta-feira, dia de trabalho e compromissos. "Nós levantamos muito cedo, então deixamos para comemorar em outra ocasião, até porque comemoramos essa data todos dias que estamos juntos".

 

Ele pretende fazer algo depois do Dia dos Namorados, mas algo diferente de restaurantes, bares e jantares em casa. "Temos que agir de acordo com as possibilidades financeiras e de tempo, não cobrar muito presente pela data, gosto das coisas mais naturais, ou seja, nada de inventar demais. O namoro é feito de momentos", uma qualidade de vida e saúde, finaliza.

 

O dia de São Valentino e Santo Antônio

 

Um dia de muita alegria e contentamento para jovens, adolescentes e pessoas de diversos matizes. O namoro através de um diálogo, de uma convivência sadia e salutar sempre será um grande viés direcionado ao casamento. Os namorados são futuros enamorados com alianças abençoadas na mão esquerda, depois de uma cerimônia civil e religiosa. O Dia dos Namorados tem as bênçãos de São Valentim, cujo dia é comemorado desde 1883.

 

As datas comemorativas do Dia dos Namorados são no dia 12 de junho no Brasil, e no dia 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. Nesse dia se celebra a união amorosa entre casais, sendo o ponto alto a troca de cartões e presentes. Essa troca pode ser acompanhada de simbolismo de mesmo intuito, como as tradicionais caixas de bombons. O chocolate não pode passar em branco. Aqui no Brasil coincide com as festividades de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro.

 

A vida de São Valentim vem desde o dia obscuro do jejum feito em homenagem ao santo. Somente na Idade Média é que os ânimos saltitam e fazem com que a associação com o amor romântico seja importante para quem ama. Nessa Idade o conceito de amor romântico foi formulado. O imperador Cláudio II proibiu o casamento durante o período das guerras, acreditando que os solteiros eram melhores guerreiros e combatentes.

 

O bispo Valentim foi um batalhador e se indispôs com o imperador Claúdio II, Mesmo com a proibição do imperador, o sacerdote continuou celebrando casamentos e ele mesmo se casou secretamente. Mas sua união foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Na prisão recebeu muitas flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Ele se apaixonou pela filha cega do carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu namorado” ou “De seu Valentim”.

 

O santo casamenteiro

 

O amor não tem fronteiras. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro. A data surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e apresentou aos comerciantes. O conceito se expandiu, amparado pela correlação com o dia de São Valentim, que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

 

Quem nunca ouviu dizer que Santo Antônio é capaz de arranjar casamentos? Histórias e mitos em torno do que teria feito esse santo em prol dos casais são muitos, mas a verdade é que existe, há muitos anos, uma devoção popular pelo religioso, em especial como intercessor dos solteiros que buscam a felicidade no casamento.

 

Nascido em Lisboa por volta do ano de 1195, o santo sempre teve um ímpeto por evangelizar famílias com as verdades sobre o amor trazidas pelo evangelho e, não à toa, recebeu da igreja o título oficial de Padroeiro das Famílias.

 

Mas um fato específico desencadeou a crença de que o santo era capaz de tornar realidade o sonho de se casar. Uma jovem muito pobre pediu a benção do então Frei Antônio, porque não conseguia realizar o casamento devido à baixa condição financeira. Sua família não teria dinheiro para pagar o dote, as vestimentas para a cerimônia e o enxoval. O frei abençoou a moça e pediu que confiasse, pois receberia as doações e a solidariedade necessária para a realização do casamento. Passado alguns dias, a mulher recebeu em casa tudo aquilo que precisava e conseguiu se casar.

 

Esse fato fez com que percorresse pelo mundo inteiro a ideia de que Santo Antônio arranjava casamentos. Entretanto, o mais curioso é que as pessoas passaram a negociar com o religioso e quando não conseguem um companheiro ou companheira, o castigam de diversas formas.

 

Fonte: Diário da Manhã


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