Podemos construir um mundo melhor, isso só depende de cada um de nós.


Capiberibe assume presidência da subcomissão de Memória, Verdade e Justiça

Por: Rodrigo Juarez

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) instalou nesta terça-feira (9), três subcomissões permanentes para ampliar os debates do colegiado, dentre elas a de “Memória, Verdade e Justiça” que será presidida pelo senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP). O vice-presidente é o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP).

Durante a sessão a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, parabenizou o senador Capiberibe por ter proposto a criação da subcomissão que dará uma importante contribuição à Comissão Nacional da Verdade, que funciona no âmbito do Poder Executivo, pois, irá resgatar a memória dos fatos ocorridos durante o regime militar (1964-1985).

O senador Capiberibe lembrou que os brasileiros que nasceram depois de 1964 desconhecem o que aconteceu naquele período. Ele afirmou que "ainda hoje muitas portas estão fechadas e informações importantes continuam sendo negadas à Comissão Nacional da Verdade".

– A gente precisa dar um suporte e a ideia dessa subcomissão é que a gente possa envolver o conjunto da CDH para apoiar a ação da Comissão Nacional da Verdade Memória e Justiça. Acho que podemos dar uma grande contribuição, podemos também ouvir alguns segmentos, como os militares, para que a gente possa saber o que aconteceu. Houve um expurgo nas Forças Armadas em 1964. Inúmeros oficiais e soldados foram expulsos e a sociedade não sabe – disse.

A presidente da CDH, Ana Rita, também salientou a dificuldade para tratar do tema, lembrando que uma proposta da alteração do nome da Ala Senador Felinto Muller, no Senado, apresentada por ela, ainda não foi aprovada.

– Dentro da nossa própria Casa nós encontramos resistência. Então, nós sabemos o quanto isso é difícil para quem passou por aqueles momento – declarou.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), escolhido vice-presidente da subcomissão, concordou com a observação de Ana Rita. Ele disse considerar "antagônico e inadequado" ter no mesmo prédio homenagens a Teotônio Vilela, por um lado, e Felinto Muller, por outro, referindo-se a dois dos senadores que dão nome a alas do Senado. Teotônio Vilela (1917-1983), conhecido como o Menestrel das Alagoas, defendeu a anistia de presos políticos. Já Felinto Müller (1900-1973) foi o temido chefe de Polícia do Distrito Federal durante a ditadura de Getúlio Vargas e também apoiou o regime militar.        

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), que está implantando a Comissão da Verdade no estado, acompanhou os trabalhos da CDH.


(Com informações de Ester Monteiro da Agência Senado)


Comente:

Nenhum comentário foi encontrado.


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!