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Batalhão não dá um tiro há dois anos e quatro meses

Rio - Responsáveis pelo patrulhamento de cinco municípios, com área ocupada por quase 160 mil habitantes, os 350 policiais do 38º BPM (Três Rios) atingem marca história no estado: dois anos e quatro meses sem dar um tiro. O combate à criminalidade na região Centro Sul fluminense, no entanto, é intenso. Só no ano passado, houve 609 prisões, com 453 registros de apreensões de drogas, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Nos últimos dois meses, 118 suspeitos foram detidos. Porém, as ações chamam a atenção pela ausência de autos de resistência — quando supostamente há reação à ação da polícia.

 

“Nos policiais daqui, eu confio. Quase todos moram na região”, orgulha-se a funcionária pública Verani Prudente, de 65 anos, moradora de Três Rios desde que nasceu. O batalhão também atua em Paraíba do Sul, Areal, Comendador Levy Gasparian e Sapucaia. Nas ruas, as blitzes são constantes, principalmente para fiscalizar as motos.

 

“Não estamos nem no padrão europeu, pois a polícia britânica matou o Jean Charles (brasileiro morto por engano, ao ser confundido com terrorista, em 2005). Presumo sermos como os japoneses, que também não atiram. Aqui, o marginal ainda tem muito respeito pelo PM”, analisou o comandante do 38º BPM, tenente-coronel Marcelo Quinhões, à frente da unidade há um ano e seis meses.

 

O último registro de tiros dados por policiais no batalhão foi em 17 de dezembro de 2010, no bairro Boa União, Três Rios. Na ocasião, foram quatro disparos. Os policiais perseguiam um bandido que atirou duas vezes contra a patrulha.

 

Para combater a criminalidade, o trabalho dos PMs é feito em parceria com a Polícia Civil, o Ministério Público e a Justiça. Em Três Rios, que tem população flutuante de 400 mil pessoas, a Secretaria de Ordem Pública investiu em um serviço que inclui sistema com 53 câmeras, com linha direta com o batalhão e a 108ª DP (Três Rios). “Há mais de dez anos, os policiais civis também não dão um tiro e temos alta elucidação de homicídios”, afirma a delegada Cláudia Abbud.

 

Se em 2008 foram registrados 24 homicídios, em 2012 o número foi de seis. No ano passado, foram 825 furtos, do total de 5.071 registros. “Temos muitas apreensões de drogas, além de violência doméstica. O número de furto é alto e a questão do crack já é realidade na região. Mas a união de esforços traz resultados positivos”, avalia Cláudia.

 

Quase todos os PMs moram na área

Atraso ou falta são os únicos desvios de conduta registrados no batalhão. “Não temos notícias de casos graves. Apuramos uma única denúncia de extorsão que não foi comprovada, mas também ainda não encerramos o caso”, revela o comandante do 38º BPM (Três Rio), Marcelo Quinhões.

 

Segundo o oficial, outro ponto a favor para o policial andar na linha é o fato de 320 dos 350 homens da tropa morarem na região da unidade. “Sempre falo com eles, aqui é o quintal da nossa casa e temos que cuidar dele muito bem”, explica Quinhões.

 

Nas ruas, a fiscalização é rigorosa com as motos. Em Três Rios, há 300 moto-táxis. De fato, na quinta-feira, ao percorrer o município, a equipe do DIA notou que motociclistas não andam sem o capacete. “Como reprimimos os pequenos desvios, como a cobrança de usar o capacete, a moto roubada não aparece. O método é fundamental para o combate ao crime”, analisa Quinhões.

 

Pelo celular, acesso a todas as câmeras da cidade

Vigilância também na palma da mão. Com investimento de pouco menos de R$ 75 mil por mês, em sistema de monitoramento com 43 câmeras — mais três instaladas em carros da Guarda Municipal —, a Secretaria de Ordem Pública de Três Rios montou ferramenta adicional importante para a elucidação de crimes na cidade. “Pelo telefone celular, tenho acesso às imagens das câmeras e posso manipular até o movimento delas, com alcance de 1.800 metros”, explica o secretário Alexandre Mansur.

 

Também pelo celular, o comandante do 38º BPM, Marcelo Quinhões, e a delegada da 108ª DP (Três Rios), Cláudio Abbud, têm igualmente acesso às imagens, além de linha direta com o Corpo de Bombeiros. “Se há ocorrência importante no Centro da cidade, podemos acompanhar em tempo real e montar ação necessária”, atesta a delegada Cláudia Abbud. No município, há 1.139 empresas, entre micro, médias e grandes. Só de indústrias, são 103.

 

Graças à vigilância, mais prisões são feitas

Montada em 2010, a Central de Comando e Controle, com 43 câmeras, é monitorada por um policial militar e um guarda municipal. Desde então, foragidos da Justiça, pontos de vendas de drogas e até prisões de criminosos foram feitas com base nas imagens captadas pelas câmeras. Em 20 de fevereiro, agentes da 108ª DP (Três Rios) conseguiram prender Atílio de Oliveira Silva, 20 anos, em Minas Gerais. Ele é acusado de, 15 dias antes, ter abordado menor de 13 anos em rua do Centro. Ela foi levada para local ermo e estuprada. “Com base nas imagens, conseguimos a identificação dele. Depois, trabalhamos em parceria com a polícia de Minas para prendê-lo. Foi um caso grave e temos que dar resultado”, diz a delegada Cláudia Abbud.

 

Fonte: PEC-300


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