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90% dos acidentes de trânsito ocorrem por imprudência, diz GM

De acordo com a OMS, Brasil é o 5º país com maior violência no trânsito.
Especialistas de Itapetininga, SP, comentam sobre o assunto.

 

Em uma série de reportagens exibidas pela TV TEM foi discutida a violência no trânsito, uma das principais causas de morte no país. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o 5° país mais violento no trânsito no mundo. Números apontados pelo Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) mostram que são 150 mortes por dia em todo o país.

 

 

Outro importante levantamento foi realizado pelo Instituto Sangari, especializado em pesquisas cientificas. O estudo aponta que o Brasil é o segundo país do mundo em mortes em acidentes de motos. Nos últimos 15 anos a taxa de mortalidade aumentou 846%, enquanto a de carros, por exemplo, foi de 58%.

 

Todos esses números abrem a pergunta: essas mortes acontecem por puro acidente ou são causadas pela falta de consciência? De acordo com a Guarda Municipal de Itapetininga (SP), 90% dos acidentes são ocasionados por imprudência dos motoristas ou pedestres. Isso implica dizer que as cenas chocantes que são mostradas todos os dias poderiam ser evitadas.

 

Cenas de carros acidentados são comuns nos jornais (Foto: Reprodução/TV TEM)
     Imagens de carros acidentados aparecem constantemente nos jornais (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

Segundo Catarina Nanini, especialista em trânsito da GM, a vida e os sonhos de muitas vítimas poderiam ser mantidos caso o cuidado e prudência fosse um hábito comum daqueles que compõem o trânsito. “O problema é que muitos motoristas tem vícios no dirigir, por exemplo, muitos não usam o cinto de segurança, ao realizarem uma manobra eles não sinalizam com a seta com antecedência. Outro problema também é aquele pessoal que vai passando no vermelho, que vai passando devagar e vai avançando. São falhas que podem resultar em mortes”, diz.

 

Suporte auxília Oliveira a continuar com sua paixão, a arte (Foto: Reprodução/TV TEM)
Suporte auxília Oliveira a continuar com sua paixão,
a arte (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

Sonhos como os de Leandro Camargo de Oliveira, que a 12 anos sofreu um acidente e ficou tetraplégico, separando assim da sua grande paixão, pilotar motos. Ele sofreu um acidente em uma rua no centro da cidade, mas não se lembra do que aconteceu. “Não lembro da batida. Sei só o que contam pra mim, que o carro subiu na contramão, me acertou de frente, que eu voei em cima dele e cai entre os carros estacionados. Dizem que eu fiquei todo torto, e que então as pessoas me tiraram do lugar e me deixaram no chão esticado. Elas mexeram comigo, e isso pode ter piorado a minha lesão no pescoço, porque eu quebrei o pescoço e cortei a medula da parte da vertebra, daí fiquei tetraplégico”, explica.

 

Oliveira ficou quatro meses hospitalizado, e depois que saiu continuou com a recuperação. Os movimentos ficaram limitados, porém a vontade de seguir em frente continuou. Ele reaprendeu a viver e descobriu um novo talento: a pintura. Com a ajuda dos pais, adaptou um suporte para ter mais firmeza na mão e manusear o pincel. Com isso, a tela e o pincel vêm ajudando o jovem a encarar a vida. “Eu não penso no que deixei de fazer, eu não paro pra pensar porque daí é pior, você pode ficar revoltado, entrar em depressão. Eu tento fazer alguma coisa pra melhorar, apesar de ser difícil. Eu fico nervoso como todo mundo, mas eu durmo, eu faço alguma coisa pra distrair, pra não pensar, e vou levando. A gente tem que ir levando, não tem o que fazer, não adianta ficar revoltado”, reflete o pintor.

 

Leandro Camargo de Oliveira precisou superar as dificuldades depois do acidente que o deixou tetraplégico (Foto: Reprodução/TV TEM)
Leandro Camargo de Oliveira precisou superar as dificuldades depois do acidente que o deixou tetraplégico (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

Mas não são somente os motoristas que erram nas ruas. Segundo Nanini, os pedestres também causam acidentes. “Temos também nosso querido pedestre, que comete falhas, que não atravessa na faixa ou às vezes não observa a rua dos dois lados antes de atravessar. São todos fatores humanos que causam as ocorrências de transito”, conta.

 

Fatos apontados por Nanini que são muito comuns, afinal, não é difícil flagrar cenas de desrespeito as leis de trânsito. São pedestres atravessando fora da faixa, motoristas falando no celular, sem o cinto de segurança. Outro fator causador de acidentes também é a relação álcool e volante. De acordo com o Capitão da Polícia Militar de Itapetininga, Jair Francisco Gomes, o número de mortes no trânsito diminuiu de 2011 para 2012 depois que a fiscalização da lei seca foi intensificada. “O ano passado nós tivemos, nos 13 municípios da nossa área de cobertura, 15 vitimas fatais, enquanto no ano interior foram 23. Então isso se reflete a essa situação da embriaguez, uma vez que a maioria das pessoas que acabam morrendo em acidentes tem algum envolvimento com o álcool”, afirma.

 

Aumentam multas em Itapetininga (Foto: Reprodução TV Tem)
Segundo os especialistas, o trânsito precisa de
motoristas concientes (Foto: Reprodução TV Tem)

 

Números da PM também mostram que o número de acidentes caiu de 458 em 2011 para 370 em 2012. Na maioria deles não há vitimas, porém quando alguma pessoa se machuca, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é acionado. De acordo com a coordenadora geral do Samu em Itapetininga, Gabriela Porto, são cerca de 70 vítimas de trânsito por mês, cerca de 20% delas graves. “As consideradas graves ou se apresentam inconscientes, ou foram injetadas dos veículos, ou se apresentam presas nas ferragens. Grande parte delas ou acaba evoluindo a óbito, ou muitas vezes ficando com sequelas no hospital”, conta.

 

A falta de consciência do motorista, além de aumentar as estatísticas de mortes e acidentes no trânsito, traz também prejuízo aos cofres públicos. Somente no estado de São Paulo o SUS gasta mais de 57 milhões de reais para tratar vítimas graves de acidentes. Segundo o Ministério da Saúde, um paciente que fica internado 6 meses em um hospital pode custar mais de 300 mil reais.

 

A especialista em trânsito do GM, Catarina Nanini, conta que muitas vezes todo esse gasto poderia ser evitado somente ao usar o cinto de segurança. “A pessoa pensa que se não colocar o cinto de segurança, quem vai sofrer as consequências, se machucar é ela, mas não é. Quando ela sofre um acidente de trânsito, e só ela se machuca por não usar o cinto de segurança, não é chamado por exemplo, a instituição pra socorrer, então você tem gasto com a ambulância, com o enfermeiro, com o motorista, você tem gasto com a policia que vai até o local. Dinheiro gasto com ela que poderia ser investido com outros pacientes”, diz.

 

Motorista é flagrado falando no celular e sem o cinto de segurança, flagrantes comuns do dia a dia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Motorista é flagrado falando no celular e sem o cinto de segurança. (Foto: Reprodução/TV TEM)
 
Fonte: G1

 


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