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A política como ela é

A coerência e a verdade não são qualidades compatíveis com o exercício da política e do poder. A dissimulação, sim

 

Por Fábio Campos

 

Um dia, questionei um político acerca da incoerência de propósitos e propostas. Mostrava-lhe que o que dizia hoje era exatamente o oposto do que dizia poucos anos antes. Era uma entrevista na então AM do POVO, ao vivo. No intervalo, disse-me: “Você tem razão, mas precisa entender que naquela época eu estava numa disputa política. Agora, minhas circunstâncias são outras”.
 

Como a declaração se deu na informalidade, não identificarei o autor da pérola da política real. Fiquemos então com o dito. Sim, o Brasil criou um monstrengo na política: o que é dito pelos políticos se relaciona apenas com os projetos de poder que precisam ser alcançados ou mantidos. Para alcançar o poder, profere-se uma coisa. No poder, pratica-se e defende-se outra. Sem constrangimento.

 

No campo das relações e das alianças, a política faz com que o inimigo de hoje seja o parceiro de amanhã. E vice-versa. E isso ocorre sem que seja necessário mudar de ideias. Estas são moldadas pelas circunstâncias da busca pelo poder ou de seu exercício. Os exemplos estão aí. Aos borbotões.

 

A coerência e a verdade não são qualidades compatíveis com o exercício da política e do poder. A dissimulação, sim. Atentem para as trajetórias vitoriosas na política. Todas, sem exceção digna de nota, não resistiriam a um comparativo no tempo de seus pensamentos e ações.
 

Em tempos de campanha eleitoral antecipada, atentem para o que vem por aí.

 

Fonte: O Povo


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