Podemos construir um mundo melhor, isso só depende de cada um de nós.


Pseudos Revolucionários

 

É interessante como observamos aquelas pessoas que são totalmente do contra, parecem o personagem de história em quadrinhos da Turma da Mônica o Do Contra, para tudo tem sempre uma critica, pontuar uma falha, observar os erros, nada os agradam ou está bom para os mesmos. Pensam que de tudo entendem, agem como revolucionários, mas de cueca, embaixo dos lençóis e através das redes sociais. Contudo, nunca participaram de uma mobilização em defesa dos seus pares, amigos, companheiros, das pessoas que gostam e querem bem. Nunca foram de sindicatos, associações, partidos políticos, nunca levantaram a voz para dizer que o outro estava equivocado, que o melhor para o coletivo era a outra opção, mas insistem em agir como um Ernesto Guevara às avessas.

 

Alguns até tem o mínimo de leitura política necessária para discernir o certo do errado, mas não ousam participar ou aprofundar um debate desprovido de paixões e da pessoalidade no discurso. Penso que para se questionar minimamente direitos, devemos cumprir com nossas obrigações legais, nossos deveres como cidadãos. Será que pagamos o IPVA de nossos veículos para cobrarmos investimentos do poder público na malha viária? Será que pagamos o IPTU da casa onde moramos para cobrar limpeza pública e outras benfeitorias do poder público? Devemos refletir quanto a nossas ações positivas no sentido de contribuirmos um pouco com o coletivo. Devemos parar de agir como verdadeiros revolucionários de cuecas, daqueles que embaixo de cobertores, deitados em uma rede ou na cama, usamos os vários aparelhos tecnológicos através das redes sociais para questionar todas as estruturas de poder. No entanto, sequer participamos de uma reunião para discutirmos os problemas de nossa rua, sequer participamos assembleias trabalhistas para discutirmos assuntos que atingem diretamente a vida daqueles que mais queremos bem.

 

Podemos iniciar uma revolução, seja ela cultural, política, nas relações sociais, nas estruturas de poder, enfim, mas a primeira mudança a ser feita é no pensar e depois no agir, agora devemos querer mudar, isso é uma questão de ordem pessoal, ninguém mudará outra pessoa sem que a mesma queira mudar, então, a primeira revolução a ser feita é dentro de cada um de nós. Vamos parar de agir como grandes pensadores e revolucionários do mundo, se na verdade somos pseudos revolucionários. Participem mais das questões da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado, do seu país, do seu circulo social, do seu ambiente de trabalho, participem bem mais, menos falácias e mais pragmatismo nas posturas para com a coletividade. É um tema que não se esgota e nos possibilita uma profunda reflexão.

 

 

Alex João Costa Gomes - Bacharel e Licenciado em História (UNIFAP 2001); Policial Militar e ex-Diretor-Presidente do DETRAN-AP


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