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Políticos faltam em metade das sessões e não perdem dinheiro

Maluf, mensaleiro e presidente do PSDB estão na lista de deputados que mais faltam ao trabalho

Eles compareceram a menos de 60% das 91 sessões deliberativas da Câmara dos Deputados em 2012
 
O R7 fez um levantamento com os 513 deputados federais no site da Câmara para descobrir a frequência com que eles vão trabalhar. Entre os mais faltosos estão o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP-SP); e João Paulo Cunha (PT-SP), que foi condenado no julgamento do mensalão e outros.
 
O ex-prefeito de São Paulo e atual deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) é um dos 19 parlamentares que mais faltaram ao trabalho em 2012. No ano passado, Maluf compareceu a 52 das 91 sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, 57,1% do total.
 
Os números querem dizer que, de cada cinco sessões, Maluf vai a menos de três. Apesar das faltas, o ex-prefeito não teve nenhum dia descontado no salário, pois apresentou justificativa para as 39 faltas. Em todas as ausências o deputado alegou obrigação político-partidária.
 
Condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a nove anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no julgamento do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) compareceu a 58,2% das sessões em 2012. Ele justificou todas as 38 ausências como obrigações partidárias e não teve nenhum dia do salário descontado.
 
O presidente do PSDB, deputado Sergio Guerra (PE), compareceu a menos da metade das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados em 2012. Ele faltou 50 das 91 sessões e apresentou justificativa para todos, o que manteve seu salário em dia durante todo o ano. Das faltas, 28 foram para atender demandas do partido, 20 foram para tratamento de saúde e duas para missão autorizada — viagem relacionada a atividade do mandato parlamentar.
 
A deputada Nice Lobão (PSD-MA), mulher do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), também não foi muito às sessões do plenário da Câmara no ano passado. Nice compareceu a apenas 39,6% das sessões deliberativas do plenário. Faltou a 55 sessões, 17 vezes por obrigações partidárias e 38 vezes para tratamento de saúde. Não teve nenhum real descontado do salário.
 
O deputado Irajá Abreu (PSD-TO) também foi a menos da metade das sessões, 41,8% do total. O parlamentar justificou as 53 faltas e não teve desconto salarial. Ele faltou 42 vezes para atender obrigações partidárias e 11 vezes para tratamento de saúde.
 
A deputada Antônia Lucia (PSC-AC) foi a pouco mais da metade das sessões, 53,8%. Ela faltou 42 vezes no ano passado e justificou apenas 40 ausências como obrigações partidárias. As duas faltas não justificadas foram descontadas no salário dela, como determina o regimento interno da Câmara dos Deputados. Cada falta custou à deputada R$ 800.
 
O deputado Raul Lima (PSD-RR) foi a 54,9% das sessões. Como só justificou 37 das 41 faltas, teve um desconto de R$ 3.200 no salário. Das faltas justificadas, 24 foram para obrigações partidárias, 11 para tratamento de saúde e duas para viagens autorizadas.
 
O deputado Vinicius Gurgel (PR-AP) teve o mesmo índice de presença que Raul Lima, foi a 54,9% das sessões. No entanto, justificou todas as 41 faltas, 38 foram para obrigações partidárias e 3 para tratamento de saúde.
 
Sabino Castelo Branco (PTB-AM) foi a 56% das 91 das sessões deliberativas que a Câmara teve em 2012. O deputado justificou 38 faltas como obrigações partidárias e deixou de justificar duas ausências. Com isso, teve R$ 1.600 descontados do salário.
 
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO) viajou bastante para temas relacionados ao mandato. O parlamentar compareceu a 54,9% das sessões deliberativas do plenário da Câmara dos Deputados e justificou todas as 41 ausências como missões autorizadas.
 
Ao todo, 19 deputados compareceram a menos de 60% das sessões deliberativas do plenário da Câmara dos Deputados, 3,7% do total. Outros seis deputados foram a menos da metade das sessões: João Lyra (PSD-AL), 31,9%, Anibal Gomes (PMDB-CE), 34,1%, Mário de Oliveira (PSC-MG), 35%, Zé Vieira (PR-MA), 40,7%, Sérgio Zveiter (PSD-RJ), 47,8%, José Priante (PMDB-PA), 49,5%, Newton Cardoso (PMDB-MG), 58,2%, e José Otávio Germano (PP-RS), 58,2%.
 
 
Fonte:  R7

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