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Policiamento Comunitário: um caminho a seguir no combate a criminalidade

 

A modalidade comunitária ou interativa de policiamento surge primeiramente nos EUA, na cidade de Nova Iorque entre os anos de 1914 e 1919, o objetivo era mostrar a importância social, a dignidade e o valor do policial a sociedade da época, pois dessa maneira ocorreria uma integração de forma interativa entre o poder público através da policia e a população de forma geral. No Brasil a implementação desse pensamento enfrentou um agravante diríamos assim, pois ele chega no país pós-Ditadura Militar, e os resquícios desse regime de exceção são bem fortes na sociedade brasileira, principalmente no que tange as forças policiais, visto o papel desenvolvido pelas mesmas durante os anos de chumbo, aparece como uma quebra de paradigmas.

 

No Amapá o ex-governador João Capiberibe (PSB-AP), nos anos 90 através de um governo que buscava a aproximação e uma maior interação entre a população e o poder público, implementou a Polícia Interativa, conquistando a confiança e a adesão do povo amapaense, as policias civil e militar em conjunto com lideranças comunitárias encontravam soluções para as questões envolvendo a criminalidade no Estado, o índice de aprovação dessa forma de policiamento era alta, chegou aos 86% segundo o livro Amapá: Construindo uma Economia Sustentável, entre os anos de 2003 a 2010 durante o Governo do PDT e PP quase tudo foi abandonado, e a construção de uma forma de policiamento em que o povo era ouvido e participava efetivamente  dos assuntos relacionados a violência foi colocado em último plano.

 

A filosofia do policiamento comunitário proporciona uma nova parceria entre a população e as polícias, assim, ambos trabalham juntos no intuito de buscar soluções para a violência no país, identificando, priorizando e resolvendo problemas dessa ordem no mundo contemporâneo.  Desde 2011 o Estado do Amapá vem observando o resgate dessa forma de se trabalhar o policiamento na Brasil e no mundo, Unidades de Policiamento Comunitário (UPC) foram criadas na região do Vale do Jari, no Município de Santana e em Macapá já foi lançado às obras das UPC do Igarapé da Fortaleza e do bairro Araxá, o Governo do Estado do Amapá está resgatando algo que deu certo no passado no âmbito da Segurança Pública, o retorno trás consigo as novidades e avanços, ou seja, o que houve de aprimoramentos dessa forma de policiamento.  A população amapaense deve buscar mais informações acerca desse assunto, deve participar contribuindo positivamente para que o GEA possa através de suas forças policiais construir um lugar mais segura e tranquilo ao povo que nasceu ou escolheu esse rincão brasileiro para viver.

 

 

Alex João Costa Gomes - Bacharel e Licenciado em História (UNIFAP 2001); Policiail Militar e ex-Diretor-Presidente do DETRAN-AP


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