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O Break Dance no Amapá

O Break Dance no Amapá

03/12/2012 09:40

O Break Dance nasceu nos EUA, em Nova Iorque, é uma dança de rua, dançavam ao som do hip hop e do eletro, uma manifestação popular que evitava que jovens entrassem em gangues nos 70. Com a forte influência da cultura americana no Brasil, esse estilo de dança migra para nossa terra também nos anos 70, como é uma manifestação popular, e devido ao estilo de fala, vestimentas e posturas, a sociedade brasileira chamava isso de muvuca, e o preconceito era muito grande, a marginalização social imperava, muitos b. boys acabavam presos.

 

No Amapá o Break Dance surge nos anos 80, e ganha força na década de 90, grupos como os Demônios do Break, Bronx Rox, Destruindo Tudo e Magnetos do Break foram os primeiros a desenvolverem esse estilo de dança em Macapá, com movimentos fortes e espetaculares como agachamentos, paradas, deslizamentos e giros, faziam com que muitos parassem para observar, mas a marginalização social era grande, as forças policiais na época, ao encontrarem esses grupos, mesmo que treinando, os espancavam, expulsava-nos dos locais onde treinavam, quebravam os gravadores, entre outras maldades que realizavam, isso ainda era fruto do resquício da Ditadura Militar e da falta de conhecimento sobre o assunto.

 

Os adolescentes e jovens que praticavam essa dança de rua, não envolviam-se em gangues ou usavam drogas, que na época falavam somente da maconha. Mesmo com todas as adversidades, esse estilo firmou-se, criou raiz em nossas terras, Sandro Guerra, mais conhecido nesse ambiente como "Sandro Solo", pois era simplesmente o melhor no break dance no chão, foi um dos pioneiros desse movimento em Macapá, ele faz questão de reunir os sobreviventes dessa época, mesmo aqueles que não pertenciam ao Magnetos do Break, grupo que Sandro Solo liderava com maestria. Hoje o poder público apóia a dança de rua, seja ela de qualquer estilo, isso é importante, pois contribui efetivamente para a retirada de adolescentes e jovens do mundo do crime, das drogas, da violência urbana. Ficamos felizes hoje ao poder assistir a uma disputa de b. boys em qualquer canto do Brasil, em uma Praça, Mêtros, Ginásios Poliesportivos, nas ruas, tamanha é a nossa felicidade, principalmente em terras Tucujus, pois também fizemos parte dessa história, e o apoio do poder público e da sociedade de forma geral, é fundamental para que nossa juventude saia da ociosidade praticando algo salutar a vida deles.

 

 

Alex João Costa Gomes - (Bacharel e Licenciado em História / UNIFAP 2001)

 


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