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Números sobre a morte de nossos adolescentes e jovens no Brasil

Números sobre a morte de nossos adolescentes e jovens no Brasil

 

Os números são assustadores, estudos apontam que houve crescimento no número de jovens mortos no Brasil nos últimos anos, um comparativo feito entre dados de 2009 e 2010, apontam que essa taxa cresceu em 14% segundo o Índice Homicídios na Adolescência (IHA), só no trânsito o percentual de mortes envolvendo adolescentes e jovens no período entre 2000 e 2009, cresceu 33,12%, é lamentável e um absurdo. São números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os jovens do sexo masculino são maioria entre os mortos. Os gestores brasileiros, principalmente aqueles que tratam diretamente com políticas públicas voltadas para adolescentes e jovens devem trabalhar urgentemente de forma que busquem a redução drástica desses números, do contrário, até 2016 teremos mais de 36.700 jovens mortos entre 12 e 18 só por arma de fogo no Brasil.

 

Para cada mil adolescentes e jovens no rincão brasileiro, três morrem antes de completar 19 anos, isso é ruim economicamente para país, mais triste ainda para as famílias desses que se vão antes de viverem os primeiros sonhos, haja vista a morte precoce de nossa juventude em todo o país. Esses estudos foram realizados em 280 municípios com mais de 100 mil habitantes, e apontam também que as mortes dessa camada juvenil da sociedade brasileira, 45% são relacionadas a homicídios, e o risco é três vezes maior entre o sexo masculino. Em 2000 tivemos 23.402 mortes de jovens do sexo masculino compreendendo a idade de 15 a 29 anos, já em 2009, esse número saltou para 27.260, representando um crescimento em percentuais de 16,49%. No trânsito não é diferente, em 2000 tivemos 9.720 vítimas fatais de acidentes de trânsito com idade entre 15 e 29 anos dos sexos feminino e masculino, já em 2009 esse número passou para 12.939, com acréscimo em percentuais de 33,12%. Os números nos possibilitam ter dimensões aproximadas dessa realidade sobre as mortes da juventude brasileira, também podem e devem ser usados pelo poder público em busca de mudanças nesse cenário que se apresenta.

 

Alguns números buscamos no IPEA, outros são do estudo realizado pelo Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e pelo Observatório de Favelas, uma organização não governamental do Rio de Janeiro. Os números estão postos, agora cabe ao poder público e também a sociedade brasileira a busca de soluções que objetivem a redução dos mesmos, pois nossos adolescentes e jovens merecem viver seus sonhos, crescerem e contribuírem da melhor maneira possível com o nosso Brasil Continental, o que não se pode é ficar de braços cruzados vendo isso tudo acontecer como se não tivéssemos nada haver com esse problema. Viva a juventude brasileira! Deixe-a viver.

 

 

Alex João Costa Gomes – Bacharel e Licenciado em História (UNIFAP 2001); Policial Militar e ex-Diretor-Presidente do DETRAN-AP


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