Podemos construir um mundo melhor, isso só depende de cada um de nós.


MAIORES PARA A MAIORIA

MAIORES PARA A MAIORIA

 

Depois do carnaval e de muita festa as atenções, de todos, precisam se voltar para as atividades que possam significar a melhoria da qualidade de vida, objetiva, palpável e com prazo de validade maior, para a população.

É esperado que as festas funcionassem como pesos e contrapesos necessários ao reequilíbrio da própria satisfação humana, pois, afinal de contas, o homem não é uma máquina ou um mero instrumento de trabalho. O homem precisa de equilíbrio, inclusive no modo de satisfazer-se, para poder contar com a sua capacidade plena.

Então, depois da festa, ao trabalho. Devidamente compensado e renovado para o resto do ano.

E, trabalho é o que não falta e para todos. Para aqueles que produzem e consomem e para aqueles que só consomem. Aliás, estes últimos, são os que exigem mais, pois, sem a preocupação em produzir, tem tempo suficiente para decidir o que consumir.

Os cinco dias que os agentes públicos, ou a maioria deles, ficaram à disposição das festas ou simplesmente descansando, também contam com as mesmas exigências dos dias que não são de festas e, certamente por isso, passam, agora, a exigir maior atenção e uma espécie de ação recuperadora do tempo que foi dedicado para as outras coisas.

A cidade, as pessoas, os produtos, as produções, os transportes, tudo afinal, é afetado, das mais diversas formas, pela proposta conjunta de todo o país ver as escolas de samba, os trios e os blocos passarem.

Agora chegou a vez de olhar para a população que ficou esperando esse tempo nas baixadas, nas ribanceiras, nas periferias, no centro da cidade e que espera, também, que os comportamentos se normalizem e passem a compreender que muitos não tiveram motivos para festejar, aplaudir ou vibrar com as vitórias de alguns outros.

O mundo real está ai, desafiador, às vezes amedrontador, mas que precisa de ordem, para que não sejam perdidos os motivos para continuar a luta e renovar a esperança, afinal de contas, nós estamos no mesmo barco, mesmo que em partes diferentes dele.

Não podemos perder de vista que, por aqui, as dificuldades são maiores para a maioria.

 

Por Josiel Alcolumbre


Comente:

Nenhum comentário foi encontrado.


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!