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Bope completa dez anos no AP com homenagens e formatura

 

A data será marcada com solenidade de formatura e homenagens aos militares que integram a tropa de elite da Polícia Militar

 

Criado no dia 6 de dezembro de 2002, o Batalhão de Operações Especiais, o Bope, o 5º da Polícia Militar (PM) do estado do Amapá, é uma tropa de elite treinada especialmente para o combate em diversas situações e principalmente para o resgate de reféns. Suaespecializada é atuar em ocorrências que exigem respostas imediatas e resultados aceitáveis à sociedade.
Hoje, aos 10 anos de existência, o Bope/AP é referência nacional em especializações policiais. Lealdade, honra, força, disciplina e compromisso com a missão, são alguns dos lemas seguidos à risca pelos integrantes desse batalhão, destaca o sub-comandante, Major Cavalcante.
Para marcar a data uma vasta programação está acontecendo desde o início do mês. Nesta quarta-feira (12) acontecerá na área externa do Bope, uma solenidade de formatura. Na oportunidade, policiais que fazem parte da história da unidade serão homenageados.

Como surgiu
A ideia de criar uma tropa de elite se deu na década de 90, quando o Amapá passou a sofrer violentas ações de quadrilhas especializadas, oriundas de outros estados. A época, oficiais do grupo de estudo foram enviados à corporação de outras capitais brasileirascomo em São Paulo, Goiás, Ceará, Alagoas e Bahia, com o objetivo de coletar subsídios detalhados sobre suas unidades especializadas. A maioria dos integrantes do Bope/APera militar da extinta Companhia Independente de Rádio Patrulha, a CIRP.
A criação do batalhão foi organizada de acordo com as peculiaridades do estado do Amapá, como característica geográfica, populacional, econômica e carcerária, além da realidade institucional da corporação. O tenente coronel Marcos Vasconcelos da Cruz foi o primeiro a comandar a tropa de elite da PM/AP.
Vasconcelos também buscou especializações em forças federais como Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Polícia Federal, a fim de qualificare capacitar seus homens a prestarem um serviço de qualidade à sociedade amapaense, e a altura de uma unidade de operações policiais especiais.
Conhecimentos e técnicas modernas dentro de áreas policiais específicas, como desarmamento de explosivos, gerenciamento de crises, seqüestros e roubos com reféns, patrulhamento diário especializado em guerrilha urbana, emprego de armamentos não-letais, munições químicas e de impacto controlado para Controle de Distúrbios Civis, foram algumas das especializações e capacitações trazidas pelos militares ao Amapá.De imediato, os policiais multiplicaram seus conhecimentos para todo o restante do batalhão com cursos do mesmo nível em que foram formados.

Companhias do Bope
A princípio o Bope/AP era divido em três companhias: a Roda OstensivaTática e Motorizada, a Rotam, que éespecializada em busca, captura, cerco tático e patrulhamento em áreas urbanas e rurais consideradas de alto risco,oComando de Operações Especiais, o Coe, especializado para atuar em ocorrências de gerenciamento de crises que requer o emprego de efetivo reduzido, negociador, time tático e Sniper (atirador), e o Choque, especializado em controle de distúrbios civis, e que tem como principal característica o uso de agentes químicos e armamento não-letal. Está companhia também é a responsável pelo isolamento/ocupação de áreas de alto-risco e policiamento em praças desportivas e grandes eventos.
Depois, outras duas passaram afazer parte da corporação: o Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva, o Giro, que é formado por motociclistas especializados em pilotagem de alto risco que patrulham áreas urbanas, rurais e pontes (ressaca). A agilidade na motocicleta é o grande diferencial dessa companhia que visa, principalmente, deter, inibir e saturar, por meio de abordagem, criminosos que utilizam este tipo de veículo na fuga,e o canil, que é uma tropa especializada no emprego de cães em operações especiais, como controle de distúrbios civis, faro de entorpecente, explosivos, busca em matas, busca em casos de sinistro e assalto tático, busca de infratores em ambientes confinados.

Ações
Entre as muitas ações policiais em que foi necessária a intervenção dos homens do Bope, uma delas é lembrada até hoje pelos integrantes da corporação e pela sociedade em geral.
No dia 22 de dezembro de 2006, seis bandidos fortemente armados, invadiram uma loja no bairro Santa Rita, na capital Macapá. Pelo menos trinta pessoas, entre funcionários e clientes do estabelecimento, foram mantidas reféns por várias horas. Após as conversações feitas entre os negociadores do Bope e os criminosos, os delinqüentes se renderam e todos os reféns foram liberados, sem que houvesse nenhum ferido e qualquer disparo de arma de fogo. Outro caso que também chamou a atenção e que sempre será lembrado pelos combatentes do batalhão, aconteceuem janeiro de 2011. A época, assaltantes que planejavam um roubo a uma loja no centro da cidade, foram surpreendidos pela polícia e usaram a casa paroquial da Igreja São José, para se esconder. Além do bispo Dom Pedro Conti, outras quatro pessoas foram mantidas reféns pelos bandidos, que após negociar com os policiais do Bope, libertaram as vítimas e se entregaram. (Elen Costa)

 

Do Jornal do Dia


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